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Tênis e Frescobol
Rubem Alves
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Um esporte assim...



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O Frescobol surgiu no Brasil em torno de 1945, em Copacabana-RJ, após  o término da IIa Guerra  Mundial, idealizado pôr Lian Pontes de Carvalho, que morava no edifício de n.º 1496, na Avenida Atlântica, esquina de Rua Duvivier, já demolido, porém ainda existem dúvidas com relação a qual país realmente criou o Frescobol e quando.

Definição da Praça
O painel de azulejos, em homenagem ao Frescobol, que decora a Praça Sara Kubitschek é de Millôr Fernandes.

Localizada na Avenida Nossa Senhora de Copacabana , Rio de Janeiro, Copacabana, entre as ruas Djalma Ulrich e Almirante Gonçalves.


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O "novo esporte" (cabe lembrar que somente será um esporte com a fundação da Confederação) teve como berço o trecho da praia compreendido entre o Copacabana Palace Hotel e a Rua Duvivier (o chamado posto dois e meio), onde Lian, freqüentador do local e dono de uma fábrica de móveis de piscina, pranchas e esquadrias de madeira, na Rodovia Presidente Dutra, confeccionou as primeiras raquetes após a exposição do que era o “jogo de raquetes” por oficiais Franceses, Espanhóis e Ingleses. É interessante assinalar a existência de divertimentos e jogos de raquete, desde o século XV, no norte da França. O “jeu de paume” (jogo de palma), consistia em impulsionar uma pequena bola feita de material leve, contra uma parede ou de um lado para outro, com as mãos revestidas pôr uma luva ou correia de couro, e mais tarde, utilizando-se uma pá de madeira. 

No Museu  do Prado, em Madri - Espanha, existe um famoso quadro de Goya datado de 1776, intitulado  “El juego de pelota”, que mostra jogadores defrontando-se em um terreno baldio, sem rede ou campo delimitado, portando longas e estreitas raquetes de madeira com pequenas cestas nas pontas, em posição similar a do frescobol. Parece tratar-se de uma variante da “pelota basca”. Existem  também, situações de jogos semelhantes, praticados na Inglaterra, no reinado de Henrique VIII, 1534, o que identifica a região Basca na Europa como introdutora deste tipo de atividade de jogo de raquetes para divertimento.

No Brasil as raquetes eram vendidas na praia com o auxilio dos guarda-vidas (sem o intuito de patenteá-las, ele chegou a comercializar boa quantidade delas para uma loja do centro da cidade). Os que não podiam comprar ou mandar fazer suas raquetes em serrarias cortavam pedaços de madeiras nas obras dos prédios em construção na Av. Atlântica e lhes davam forma e acabamento aparando-as árdua e pacientemente com cacos de vidro, serra tico-tico e lixa. As raquete eram rústicas e pesadas. Utilizava-se as madeiras como pinho, cedro, angelin e araucária na sua feitura. Com o tempo, os cabos foram encurtados e passou-se a pintar ou envernizar as raquetes para melhor protegê-las da água.

Com relação às bolas utilizadas, até 1976 jogava-se com bolas de tênis descascadas, após essa data a bolas importadas de racketball passaram a ser usadas, atualmente existem bolas nacionais, porém as de racketball são as preferidas.

O nome FRESCOBOL foi criado pois o termo “FRESCOR DO FINAL DE TARDE” era utilizado por senhoras que freqüentavam a praia à tarde. Os “gringos” que não suportaram jogar no alge do calor do RJ, misturaram os termos “FRESCO” +  “BALL” e os cariocas denominaram o "esporte" de FRESCOBOL. Este "esporte" é conhecido também como FRESCOBALL (USA) ou LAS PALAS (Espanha) ou MATKOT (Israel).

O "esporte" estendeu-se ao Leme e ao posto 6 sempre com um número crescente de praticantes, o que originou os primeiros atritos entre praticantes e banhistas, e que determinou a primeira proibição pela Polícia de Copacabana nos anos 50 e 51, transferindo-se para a Praia do Diabo, onde se tornaria a grande academia de frescobol (lá sua prática sempre foi tolerada e liberada).  

As competições de frescobol, de acordo com diversos relatos, já se realizavam desde a década de 80 em vários estados brasileiros sem que houvesse uma regra única e um intercâmbio generalizado entre os atletas, temos relatos de um primeiro torneio individual de Frescobol sendo realizado em 1985 na Ilha do Governador-RJ. A a partir de 1994 o frescobol inicia sua caminhada para se tornar um "esporte competitivo de alto rendimento" em alguns estados (até hoje não é reconhecido como esporte no Brasil, pois carece de uma Confederação). O Sr. Oswaldo, por iniciativa própria e buscando lucrar com este novo "lazer", realizou alguns circuitos de Frescobol, que percorreu algumas etapas, passando por alguns estados como SP, RJ, ES, BA, AL, RN, CE e PE, aumentando o intercâmbio entre os seus adeptos, porém sem ainda uma estrutura formal com Federações.

Durante muito tempo, o FRESCOBOL foi visto apenas como uma simples diversão de praia. Muitos campeonatos foram realizados em vários Estados, mas com critérios regionais e subjetivos, sempre susceptíveis a interpretações variadas e insatisfações por parte dos atletas.  O FRESCOBOL tinha tudo para emplacar. Precisava, entretanto, de Regras objetivas, específicas e unificadas para todo país; além da organização dos atletas em Federações. Inicialmente, foram criadas associações locais, depois o FRESCOBOL começou a ganhar espaço e surgiram as Federações Estaduais, buscando a sua profissionalização, porém, até hoje, ainda não temos uma Confederação. 

Nos dias 18, 19 e 20 de abril de 2003, realizou-se um encontro de praticantes de Frescobol, em Vitória-ES, com o objetivo de discutir uma proposta de regras unificadas apresentada pela Federação Bahiana de Frescobol – FEBAFRE . Foram três dias de construtivas discussões, com a participação ainda, da Federação de Frescobol do Estado do Rio de Janeiro – FEFERJ, da Federação Espiritosantense de Frescobol - FESFRE e da extinta Associação Brasileira de Árbitros e Atletas de Frescobol – ABRAAF (do Estado de São Paulo), que muito enriqueceu a criação de um Regulamento mais objetivo. Foi então elaborada uma metodologia que fosse capaz de efetuar a leitura do jogo, transformando-o em números, abstraindo ao máximo a subjetividade e criando fórmulas matemáticas, totalmente objetivas, com o auxílio de vários atletas e árbitros do das Federações.

Atualmente cada Estado tem a sua regra, não existe uma regra unificada e as Federações de todo o Brasil estão desorganizadas, parece que o sonho da fundação da Confederação Brasileira para registrar este novo esporte no Ministério dos Esportes, Comitê Olímpico e Para-Olímpico Brasileiro ainda está muito longe.

Algumas outras Federações foram fundadas, como a FEGAFRE, com o objetivo de amadurecer o esporte e profissionalizá-lo, infelizmente nem todas federações pensam assim e o "futuro esporte" parece não evoluir, motivo pelo qual a FEGAFRE e outras Federações e Associações foram dissolvidas.